terça-feira, agosto 3

Máquina de Pinball no Fit

O espetáculo fará parte da Programação do Ponto de Encontro.
Os ingressos podem ser adquiridos pelo telefone via ingresso rápido ou no espaço 104, ao entrar no Ponto de Encontro.
Confiram!!!!!

http://www.fitbh.com.br/2010/espetaculo-detalhe.php?id=40

sábado, julho 24

Fit/BH - 2010


bom. deixa ver. 24 de março de dois mil e quanto a postagem aqui debaixo?
certamente muitos dias se passaram.
e como vovó já dizia: o tempo desenha den'da carne.
quantas tatoos apareceram/surgirão no máquina de pinball d'o coletivo em 2010?
nascido e criado, com que pernas andará?
quantas cicatrizes, ãh?
quanto filhos.

o nosso máquina está den'do ponto de encontro do festival internacional de teatro de bhzte. dias dez, onze e doze de agosto. vinte três horas e cinquenta e nove minutos.
isso em números daria: 10/08 , 11/08 , 12/08 - 23h59. que somando dá 139.

em momentos como este, diria marina ben jor: jesus christ is my friend. and music, and music...
delícia.
como é bom estar de volta.

MERDA!

terça-feira, março 24

Máquina por Ricardo Righi


(AS)PIRAÇÕES DEPOIS DE ASSISTIR O ESPETÁCULO “MÁQUINA DE PINBALL”


O(s) fetiche (s) contemporâneo(s) está(ão) impresso(s) no espetáculo. Um ponto de partida da reflexão é estar de fato, no século XXI, “Rock n’ roll! Fascículo I, Rock n’ roll! Fascículo I, fascículo XX, siglo XX, século XXI!”, e não saber onde se está, contra quem se está lutando, o que está fazendo. A assustadora abstração da nova forma de virar pessoa física de firma reconhecível, e suas novas e infinitas possibilidades majestosas.
O fato de ser uma possível “geração do SPC” me traz grande felicidade, numa nova possibilidade de se corromper o sistema, internamente, fazendo a cobra se comer pelo próprio rabo “sendo ao mesmo tempo a fome e a comida”, como deve ser feito. Afinal, não se pode prender multidões porque elas estão momentaneamente inaptas a ganhar dinheiro. Ou se pode? O dinheiro que se ganha é a qual custo? Existe sim um milenar paradigma (que não é próprio do artista, como normalmente se pensa) residente na lacuna entre uma existência condizente com sua própria organicidade, crenças e vontades, e a “prostituição” pelo dinheiro. O que traz um novo paradigma (talvez) é a cada vez maior possibilidade de sim, se viver, e muito bem, de acordo com as próprias aspirações. Afinal, o presente grito surdo da ditadura da individualidade, não é justamente o respeito e consequentemente a aceitação moral do modo de viver de cada pessoa, por mais incongruente que seja?
O âmbito pessoal parece se bastar. E de fato, se basta. Em cena, Fidelis é deliciosa e sutilmente vertiginoso sem ser demasiado histriônico. Ribeiro é um gozador, farsesco com notável competência, encarnando em si o desuso imagético contemporâneo, e D’Agostini, como práxis da mulher atual, se sustenta em resolução própria, vagando entre o limbo da consciência-forte e a inconsicência-vida. No entanto, a contracena existe. É aí que a humanidade se frustrará na perspectiva individualista, é SIMPLESMENTE IMPOSSÍVEL viver só, na mínima medida em que se compara ao outro para saber-se correto, e é um ponto fundamental a ser tocado no teatro atualmente.
E é claro que eu sou jovem, também vertiginosamente vivendo todo esse processo de maneira semelhante e equânime aos meus companheiros. E não estamos sós não! Imaginem o que é não estar atualizado, inclusive nós mesmos daqui a pouquíssimos anos. Mas inclusive, não se pode prever isso. O modo de viver já É outro, e essa é pra mim a mais fundamental pontuação do espetáculo. E este não se pode delimitar para um âmbito geral. O que é a desmedida atualmente? A questão se dá para muito além da exaustiva exploração midiática de imagens chocantes. Para muito além da exaustão dos modelos arcaicos, para muito além da exaustão da ordem apolínea, para muito além da exaustão aristotélica e da impossibilidade de se quebrá-la, para muito além da exaustão dos paradigmas, e talvez chegando a um ponto central: exaustão generalizada! Estamos todos sempre muito cansados, repetindo a ideologia da “correria”. Nessa perspectiva, não seriamos então um bando de seres humanos sorumbáticos e solitários? Sim! E somos? Não! Somos todos muito felizes, fazemos festa todo dia! “Ninguém mais tem o direito a infelicidade!” (Estou citando Tom Zé como louco aqui).
E o grito do rock? Em sua origem não está somente o grito de opressão como do blues e do samba, não é o cântico dos escravos. É o grito do orgânico! E nós atores precisamos deixar Grotowski descansar em paz. Ouso proclamar:
“ORGÂNICO! UM PRODUTO SEM AGROTOWSKI...”
É o grito de vida. E me perdoem meus caros, mas é o mesmo grito do Axé. E o rock vai sim salvar o mundo! “Hoje ainda é dia de rock”. Sempre foi e sempre será, não porque precisamos nos comparar ou nos expressar, porque isso é o que Grotowski queria. Ouso mais uma vez proclamar que Grotowski não está valendo mais nada. Seu legado fica para o treinamento dos atores. O teatro hoje precisa aprender demais da energia de um show de rock.
E pra mim essa é a forma como o espetáculo grita. Não tem que limpar nada. Tem é que gritar mesmo. As imagens gritam, o sexo grita, as adolescentes gritam (demais!), os políticos gritam, o grito não é mais uma questão de volume, é a acepção atual. Ó mamãe alta! O incômodo e a tensão me causadas foram justamente o que não me deixavam envolver e ao mesmo tempo me envolviam passionalmente na vontade de decifrar.
Um super-herói, em multicores. É o que cada um de nós é. Um caleidoscópio de crioulo-flash, pulsantemente banhado de mercúrio cromo, com essa coloração vermelha sobre um tom escuro e sombrio como nossos dias, ressaltando as veias de um modo de viver contemporâneo que vive e sangra. O sangue é o grito. O grito é o rock. O rock é o sangue, e Stevie Wonder é Deus também.


PS: Dia 13 de Julho é o Dia Internacional do Rock!



Ricardo Boi
12 de Julho de 2008, 01:41am

domingo, fevereiro 8

VAC 2009 + Pinball + Bar + Música + Gandaia = Balada da Tia Medusa


O espetáculo Máquina de Pinball se apresentará no 3º Verão Arte Contemporânea.
Nos dias 17 e 18 de fevereiro.
às 21hrs.
Nos dois dias, de 19hrs à 01hr haverá Balada da Tia Medusa, com Dj, Banda, Cerveja, Churrasquinho e Stands.
Oportunidade!

segunda-feira, novembro 10

João Monlevade: pequeno artigo/crônica/coisa-parecida.

10
Nov
08

Por Raphael Godoy
Categorias: Arte e Textos
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Primeiramente deixo claro duas coisas:
Um - não entendo bulhufas de arte para escrever uma crítica sobre uma peça teatral, dando inferências sobre o que quer que seja e tampouco sobre suas influencias.
Dois – o texto que segue são apenas impressões de um espectador carregadas por suas experiências de vida e seus anseios.

Quando vi o espetáculo que realmente é um espetáculo, retomei a velha pergunta que meus pais me faziam desde quando era pequeno: O que você quer ser quando crescer? E eu já quis muitas coisas: Quis ser “médico de criança”, quis ser rico, quis fazer Sistema de Informação, quis ser psicólogo, astrólogo (Graças a Raul – Só para conhecer a história do principio ao fim), quis ser psicólogo, quis ser tudo, menos jornalista. E hoje é o que eu sou: um jornalista e escritor nas horas vagas.

Este espetáculo, Máquina de Pinball, é dirigido por Gil Esper e tem no elenco os atores Priscila D´Agostini, Isac Ribeiro e Rodrigo Fidelis. A peça era praticamente o caos que se instaura no meu computador enquanto trabalho com a internet conectada, é vídeo, é música, é conversa, é texto, é tudo - e ao mesmo tempo não é nada. É informação demais pra capacidade de absorção de menos. E aí vem aquele sensação de estou perdido, apaga tudo e começa de novo, porém, não dá, é a vida. Mas com o tempo se acostuma com aquela bagunça muito bem organizada e até lembramos daquela coisa de que a arte imita a vida e a vida imita a arte. O choque é legal justamente neste ponto, arte geralmente é feita para nos tirar de uma realidade que não gostamos, no entanto, Máquina de Pinball nos joga pra dentro dela com tanta força e fúria que é impossível resistir à queda.




A personagem principal: Camila. Mais uma pessoa perdida num mar de possibilidades do que ser e fazer. Fazer o que gosta ou o que dá dinheiro? Comprar o que posso ter ou me afundar em dividas e ter aquilo que quero, mas não posso? Ter uma relação estável ou sair se apaixonando a cada festa? O que diabos me mantém vivo e que me faz feliz? Perguntas que nos fazemos a cada instante de nossas vidas e nem sequer percebemos. Tem também os amores antigos, os valores antigos, as coisas que nos formaram, pra onde foram? O que fazem hoje? Somos todos frutos de nossas escolhas e é aquela coisa, temos que saber escolher. Mas como?
Saí do teatro confortavelmente anestesiado. Não alegre, feliz, como quem sai de uma comédia depois de rir até sentir dores abdominais. Coisa que “dá pra fazer”, afinal o humor ácido e irônico que nos faz rir de nossa própria desgraça como se fosse apenas a do outro, está presente do início ao fim, e nem dão folga para que reflitamos sobre o que estamos rindo. Se desse tempo para pensar, veríamos que rimos de nós mesmos e nem percebemos.
Uma crítica constante às coisas que parecem não fazer sentido mas que ao mesmo tempo são abraçadas por gente como a gente, como se fossem as coisas mais importantes do mundo. O Cálice Sagrado, o Santo Graal, a Arca da Aliança ou o novo IPhone com tecnologia 3G. Rimos de nossa escravidão pelo nosso trabalho e das muitas derrotas que temos.
Além de tudo, é uma peça que nos remete àquela linda trilogia que gostamos tando de lembrar: Sexo, Drogas e Rock n´Roll, e trabalhado de forma tão diferente que ao mesmo tempo tempo que se posiciona claramente sobre os três tema, não fazer qualquer juízo de valor.
No fim das contas me senti assim: Perdido, incapaz de mudar meu próprio sentido, mas não me senti só como das outras vezes, me senti sentado ali, naquele sofá branco, ao lado de Camila, me perguntando as mesmas coisas que ela. E coincidentemente, saí de lá com a mesma determinação da personagem. E é com este texto torto, misturando análises, impressões e reflexões comigo mesmo que resolvo minha vida. Decido minha vida como fez Camila:

Vou fazer o que sempre quis, mas não hoje, talvez amanhã.

fonte:
http://whiskyagogo.wordpress.com/2008/11/10/maquina-de-pinball/

segunda-feira, outubro 20

News

Funalfa divulga vencedores do 3º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora:

http://www.pjf.mg.gov.br:80/noticias/view.php?modo=link2&idnoticia2=18501

Prêmios de Melhor Espetáculo Adulto e Infantil vão para companhias do Rio de Janeiro no Festival Nacional de Teatro de JF :

http://www.acessa.com/cultura/arquivo/noticias/2008/10/20-teatro/

Resultado.



A maratona do Festival Nacional de Teatro em Juiz de fora, de espetáculos, oficinas e debate, iniciada na sexta-feira, dia 10, foi concluída ontem no domingo, dia 19, às 20 horas, com a cerimônia de premiação e apresentação da peça vencedora do festival do ano passado, “Sobre Mentiras e Segredos”, com o grupo Os Ciclomáticos Cia. de Teatro, do Rio de Janeiro (RJ), no Cine-Theatro Central.
Máquina de Pinball voltou para Belo Horizonte vencedor de 3 categorias pela mostra competitiva.
Gil Esper foi premiado com o melhor cenário do festival, Paolo Mandatti pelo melhor figurino e O Coletivo, recebeu o Prêmio Destaque – destinado ao grupo ou artista que mostrasse um perfil diferenciado durante o festival.
Tá aí.

Todo mundo muito felizes.

domingo, outubro 19

FeedBack


Bom.
Então a gente estava lá, cheio de gente estrategicamente descabelada e moderninha.
A van tinha parado no hotel e a maioria do pessoal havia ido descarregar o cenário no Cine Theatro Central. Eu, acompanhei a maioria. Quando o segurança bonzinho abriu a porta de correr do fosso do teatro (a parte que fica em baixo do palco), era 12:30 e um ar estranho saiu de lá de dentro, talvez fosse o tempo. Era um teatro enorme, monumental dava pra dizer, de 1929. De pé no proscênio, olhando do palco para a platéia, se tinha uma idéia do monumentalidade daquela estrutura, a impressão era de que seria engolido a qualquer momento. O teto a lá Capela Sistina do pintor Angelo Igi, ostentava nomes como Wagner, Verdi e Carlos Gomes. O comprimento era quase assustador, 1851 lugares. "Putz", pensei. Depois de algumas horas consegui me acostumar com aquele clima de ostentação e suor. Só para carregar o cenário - feito de estruturas de madeira e metal -, do fosso para cima do palco, foi uma tristeza. Tudo pesado demais. E dá-le coluna estalando, joelho fudido e músculo doído. Depois de subir peça por peça, começamos a montagem, que é uma parte mais lógica, mas nem por isso menos esforçosa. Oito horas depois, o cenário estava montado, a luz quase toda afinada, e nós todos quase mortos, de cansaço e de ansiedade. 21H as cortinas se abriram e entramos em cena. Clima de estréia. Muita gente assistindo e muita gente indo embora. "Polêmica", eu quase disse baixinho. Três sinais dados, e, em dois pulos, já dava pra identificar uma ou outra risada vinda de lá de baixo. Quando o nome de Carlos Alberto Bejani foi anunciado, aplausos em cena aberta. Com alguns errinhos técnicos aqui, outros acolá, fomos rapidamente chegando ao fim da apresentação. "Nussa, muito rápido." pensei, "Rápido demais", pensei de novo. No fim, aplausos calorosos, amigos no palco, água, água e + água. Uma impressão de não se ter impressão nenhuma tomou conta. Mal havia acabado a apresentação e já tinha uns 2 ou 3 loucos recolhendo coisas e desapertando parafusos. Aos poucos deixei ser levado por aquela loucura, quando percebi, já estava juntando porcas e chapas de ferro num canto qualquer do teatro, começava o ritual sudoríparo inverso de desmontagem e carregamento. 23:30 e tudo quase certo, enquanto alguns resolviam os últimos detalhes sobre o transporte do cenário, eu já fumava um cigarro deitado na cama do hotel. "Rápido demais", pensei de novo.

segunda-feira, outubro 13

Ensaio de cigarro, é cinzeiro.


Festival Nacional de Teatro - Juiz de Fora - MG
16 de outubro de 2008
quinta-feira, às 21 horas.
Cine-Theatro Central
Prç João Pessoa, s/nº - Calçadão da rua Halfed - Centro
(32) 3215.1400
See you there.